terça-feira, 11 de novembro de 2014

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Vários autores afirmam que o principal conceito de Educação à Distância (EAD) está centrado no fato que professores e alunos estarem separados. Podemos dizer que essa modalidade de ensino está diretamente relacionada com as formas de tecnologias criadas pelo homem.
Antes já existia EAD e como exemplos podem citar os cursos por correspondência, onde o educando recebia o material via correio, realizava as tarefas e após mandava novamente.  Logo depois, por volta de 1970 surgem os telecursos, onde o material impresso dá lugar para o audiovisual. Na atualidade, temos a modalidade à distância via internet, onde os cursos estão diretamente ligados ao uso do computador e da internet.
É uma forma de ensino/aprendizagem mediados pelas tecnologias a qual permite que o professor e o aluno estejam em ambientes distintos. Nessa modalidade o aluno pode gerenciar sua própria aprendizagem, possuindo grande autonomia para estudar e fazer seus trabalhos avaliativos de acordo com seu tempo, também assiste as  aula presenciais para sanar suas dúvidas e participar de seminário.
Desse modo a EAD veio para auxiliar, ajudar uma pessoa que quer fazer uma graduação, pois ou não tem como se deslocar, o seu tempo é escasso, no ensino à distancia  proporciona uma oportunidade para essas pessoas. E no ensino à distância há uma flexibilidade quanto aos horários, o qual é o próprio educando que faz, não significando que é apenas um passatempo, uma vez que a EAD é tão exigida quanto a  presencial.  

Valquiria Ferreira Vieira
Referências Bibliográficas:

KIELING, José Fernando.Org. et al. A Subjetividade do Lugar e dos professores na formação: o Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas. Editora e Gráfica Universitária, 2010. 256p.il color.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

FORMAÇÃO DOCENTE


FORMAÇÃO DOCENTE

Nos últimos anos, a educação a distância tem se destacado como uma das novas possibilidades para a formação de professores, tendo como vantagens a flexibilidade de horários, sendo que hoje em dia a maioria das pessoas estão extremamente compromissadas sem tempo para cursar uma faculdade presencial, consequentemente, é necessário se aperfeiçoar cada vez mais, a fim de ingressar no competitivo mercado de trabalho, sendo assim a educação a distância é uma das maneiras de ingressar neste processo de ensino aprendizagem.
A educação a distância possibilita a formação de sujeitos ativos, cidadãos comprometidos, independentes, capazes de buscar, criar e aprender ao longo de toda a vida e intervir no mundo em que vivem. É muito bom que os professores possam vivenciar isso na sua formação e educação continuada.
O nosso curso de Pedagogia foi baseado em pesquisas, ao longo do curso foi trabalhado vários temas de grande importância para nosso crescimento e aprendizado, desde o início do curso quando pesquisávamos os livros, autores, a escola parceira, a realidade do aluno, o entorno escolar e outros, fomos nos aperfeiçoando para realização dos trabalhos, percebendo a importância de pesquisar, de buscar e entender a realidade escolar, seus sujeitos e a comunidade.
Os estágios que realizamos nos proporcionaram vivências, aprendizagens e experiências inovadoras, que nos trouxeram a realidade da nossa sociedade e da educação. Essa vivência e experiência contribuíram bastante no nosso processo de formação profissional e pessoal.
Por tudo o que aprendemos durante o curso, conclui-se que o foco principal desse estudo é formar um profissional competente capaz de colaborar para o desenvolvimento dos alunos, oferecendo atividades novas, lúdicas e motivadoras levando ao aluno a possibilidade de ser um adulto criativo, crítico e que possa agir com autonomia. A busca do conhecimento não se estagna,  devemos estar em constante movimento.
Nóvoa (2002, p. 23) diz que:

“O aprender contínuo é essencial se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente.” A formação continuada se da de maneira coletiva devemos estar cientes que a nossa formação é permanente e deve ser integrada no dia a dia dentro das escolas.

Seremos professoras atentas, buscando sempre valorizar a realidade do aluno, proporcionando espaço para o aluno pensar, questionar, dialogar, interagir, enfim proporcionando a troca de experiências, oferecendo aulas dinâmicas e motivadoras, procurando sempre qualificação, buscando constante aperfeiçoamento, fazendo novas capacitações com o objetivo de estar cada vez mais atualizada e preparada para enfrentar os desafios da nossa profissão.
                                                                                                                                
            Daiani Silva Freitas
Vanessa Penteado Barcelos
           

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

NÓVOA, Antonio. Revista Nova Escola: Os novos pensadores da educação. Edição nº 154, Agosto/2002, p. 23.




AVALIAÇÃO


AVALIAÇÃO

A observação diária é cumplice da avaliação, a percepção das dificuldades e potencialidades através do acompanhamento é fundamental,  provocar curiosidades em diferentes momentos, retomando o conteúdo sempre que necessário,  preocupando-se com a ideia mediar o conhecimento com qualidade e não com a preocupação com a quantidade de conteúdos.
Avaliação precisa ser  realizada diariamente para ver o grau de conhecimento e entendimento que se  encontra o aluno.
Pode ser classificatória e mediadora. A mediadora é a mais indicada por promover uma aprendizagem significativa, onde o diálogo é essencial para que haja um retorno satisfatório.
A avaliação que percebemos na maioria das escolas, muitas vezes é uma avaliação que classifica os alunos entre: os alunos “capazes”, que lhes servem de exemplo e os alunos “incapazes” que são os que causam exclusão,  portanto nesse momento que a aprendizagem consiste em valorizar o sujeito e sua realidade, é necessário a avaliação de diferentes formar e finalidades.
Segundo Freire (1976:42):
“A experiência nos ensina que nem todo óbvio é tão óbvio quanto parece”. Desse modo, a atitude indagadora diante dos resultados apresentados num processo avaliativo é condição indispensável para que a avaliação se realize a contento.

Não podemos estabelecer uma avaliação focada apenas no aluno, mas na totalidade do processo de ensino, avaliar o espaço escolar, a realidade, o sujeito, o entorno, para que através dessas conclusões possamos perceber se o que estamos ofertando é adequado, se é ou não necessário, procurar novos caminhos, novas formas de buscar esse entendimento, se esse aluno não está aprendendo, quais são os motivos, de que maneira vamos mudar essa realidade.
É necessário a compreensão que os sujeitos são únicos, portanto cada um possui a sua forma especifica de aprender, o tempo de aprendizado é diferente,  entendendo a dificuldade de aprendizado não é problema unicamente do aluno.
A avaliação diferentemente de um processo é um produto, pois não podemos diagnosticar que a nota de um aluno em determinada prova, trimestre, trará a conclusão do seu conhecimento , bem como não podemos entender que o aluno seja apenas o sujeito passível de avaliação, tirando com isso as suas possibilidades de vir-a-ser...
De acordo com Luckesi:

"A prática avaliativa deve ser capaz de ir além de avaliar a aprendizagem, mas entender o valor individual de cada aluno, propiciando o seu crescimento como indivíduo e como integrante de uma sociedade. E que acima de tudo, seja uma avaliação envolvida com uma prática pedagógica real, inovadora, não excludente e muito amorosa". (Luckesi, 1987)


Através desse pensamento podemos concluir que a AVALIAÇÃO durante nosso curso de Pedagogia foi norteado desde seu inicio por esse pensamento, do crescimento de cada individuo de uma forma inovadora, inclusiva, descobrindo sua forma de aprendizagem, produzindo seu conhecimento, sendo nossas tutoras mediadoras  e cada colega da turma  partes dessa conquista, compartilhando, trocando, aprendendo  a  cada comentário, sendo nossas avaliações esclarecedoras para nosso entendimento e evolução, respeitando as diferenças, nos trazendo o conhecimento necessário através da nossa auto avaliação e esforço, determinação, dedicação.

Ariadni Bitencourt Fonseca
Alizandra da Silva Danzmann

Bibliografia:

FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.


LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez, 1998

ENSINO


ENSINO...


No momento que estamos fazendo um retorno a tudo que observamos dentro de uma instituição de ensino se faz necessário uma reflexão da trajetória percorrida. Podemos colocar em foco o que percebemos no inicio na caminhada e o que hoje se mostra realmente relevante neste contexto.
A família não dá mais conta do educar e passa e este papel ao professor, hoje denominado também educador. Não vejo a escola como contra ou a favor deste papel e sim como mediadora, representada pelos sujeitos que a compõem.
A escola atual contribui para a construção de conhecimento  de uma geração que tem a informação ao alcance das mãos com o uso das novas tecnologias. Há alguns anos para se fazer uma pesquisa era preciso ficar horas lendo livros e fazendo pesquisas em bibliotecas, hoje com um clik vários links se abrem e oferecem um conhecimento pode ser acessível, mas nem sempre estimulante como nos fala Pimenta.

“Hoje vivemos o momento do desafio pela qualidade do ensino. Um dos objetivos da escola é formar o cidadão. Esta formação, passa pelo processo de letramento, do caçulo, da interpretação. Almeja-se uma escola que desenvolva uma prática que oportunize a apreensão dos conhecimentos. Aprender, isto é, apropriar-se dos conhecimentos trabalhados em sala de aula e utilizá-los na vida cotidiana, seja no trabalho ou em outros espaços em que estiver inserido.” (PIMENTA , 2008)


Acreditamos que o processo de ensino-aprendizagem e as necessidades de construir uma prática educativa que vise sempre à reflexão do aluno, que a partindo dos problemas levantados pelo professor os alunos sejam critico e possa assim chegar à construção do seu conhecimento diariamente dentro da sala de aula. No processo de construção do conhecimento, o grande valor pedagógico existente nos dias de hoje é interação humana entre professo-aluno e aluno-aluno, pois é por meio dela que o conhecimento vai construindo e se ampliando a cada dia como explica KOSIK 1985.

A realidade apresenta-se como um campo em que o homem exercita a sua atividade prático-sensível, sobre cujo fundamento surgirá a imediata intuição prática da realidade. No trato prático-utilitário com as coisas o indivíduo em situação cria sua própria representação das coisas e elabora todo um sistema correlativo de noções que capta e fixa o aspecto fenomênico da realidade. (KOSIK, 1985, p.10).

A escola e seus sujeitos, que estão sempre em movimento ,se completam ,sendo que um depende do outro para conseguir atender suas demandas. O reflexo dessa parceria pode modificar a vida em sociedade, daí a importância de se estar atento ao processo de aprendizagem.
São questões que foram sendo observadas e servirão para nossa futura pratica profissional. É preciso aliar formação e disposição de dar ao aluno liberdade para explorar seu ambiente de educação, esta abertura permite o acesso à informação e incentiva o bom aprendiz a buscar sempre novos meios de aprender.
E o bom aprendiz não é somente o aluno e sim o professor que se propõe aprender junto com o educando, respeitando o aluno e sua vivência, procurando conhecer sua realidade verdadeiramente, vai trazer um leque de possibilidades e experiências ricas e desafiadoras para este sujeito. Ensinar vai além de passar conhecimentos e sim é encorajar ao sujeito a expressar suas emoções e dar significado a suas ações e mais conhecer o que vamos ensinar, para motivar e incentivar a excelência da pratica pedagógica.
Deisi Marzari
Nize Laura Cabreira Siqueira de Oliveira


Referências Bibliográficas:
KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
PIMENTA, S. G. e LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Vozes, 2008.



EDUCAÇÃO INFANTIL

EDUCAÇÃO INFANTIL

Na constituição de 1988 ficou assegurado o direito social de toda a criança ser atendida em Creches e Pré Escolas, o que se torna um dever do Estado com a Educação.
Estas instituições, tanto públicas quanto privadas “Educam e Cuidam” de crianças de 0 a 5 anos de idade, onde o cuidar e o educar devem andar juntos, e dessa forma o estado assume a responsabilidade de dar continuidade à ação da família.
Esta fase de vida escolar é muito importante, pois a criança aprende a se socializar, desenvolve-se cognitivamente, desenvolvendo várias habilidades quando bem trabalhadas, entendendo e aceitando as rotinas, se preparando dessa forma para o Ensino Fundamental.
O MEC reconhece conforme Documento:
“POLÊMICAS sobre cuidar e educar, sobre o papel do afeto na relação pedagógica e sobre educar para o desenvolvimento ou para o conhecimento têm constituído, portanto, o panorama de fundo sobre o qual se constrói as propostas em educação infantil. A elaboração de propostas educacionais veicula necessariamente concepção sobre criança, educar, cuidar e aprendizagem, cujos fundamentos devem ser considerados de maneira explícita [BRASIL, MEC, RCNEI, 1997c, vol. I]. 

Conforme vimos no decorrer do nosso Curso o “cuidar e o educar” são indissociáveis, e que ao mesmo tempo em que somos afetuosos com os alunos, que brincamos, devemos provocar sempre situações de aprendizagem, questionando, dialogando.

Gesuina Pereira Peters
Giselda Filipini da Silva
Janine Vieira

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PARECER HOMOLOGADO. Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 9/12/2009, Seção 1, Pág. 14.


PLANEJAMENTO

PLANEJAMENTO


“Planejar é pensar sobre aquilo que existe, sobre o que se quer alcançar, com que meios se pretende agir”. (OLIVEIRA. 2007. p.21).
O planejamento de aula é de fundamental importância para que se atinja êxito no processo de ensino-aprendizagem. A sua ausência pode ter como consequência, aulas monótonas e desorganizadas, desencadeando o desinteresse dos alunos pelo conteúdo e tornando as aulas desestimulantes.
De acordo com Libâneo “o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino”. Portanto, o planejamento de aula é um instrumento essencial para o professor elaborar sua metodologia conforme o objetivo a ser alcançado, tendo que ser criteriosamente adequado para as diferentes turmas, havendo flexibilidade caso necessite de alterações.
Porém, apesar da grande importância do planejamento de aula, muitos professores optam por aulas improvisadas, o que é extremamente prejudicial no ambiente de sala de aula, pois muitas vezes as atividades são desenvolvidas de forma desorganizada, não havendo assim, compatibilidade com o tempo disponível.
Portanto, o bom planejamento das aulas partindo da realidade dos alunos, aliado à utilização de novas metodologias (filmes, mapas, poesias, músicas, computador, jogos, aulas práticas, atividades dinâmicas, etc.) contribui para a realização de aulas satisfatórias em que os estudantes e professores se sintam estimulados, tornando o conteúdo mais agradável com vistas a facilitar a compreensão.
Os elementos que são necessários ser previstos para que o planejamento potencialize a ação docente a ponto de promover a aprendizagem dos alunos: diagnóstico, objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos didáticos, metodologias de avaliação.
Algumas características precisam ser lembradas para que o professor elabore um bom planejamento, sendo elas: a coerência, sequência, flexibilidade, precisão ou objetividade.
Um pouco de afetividade, carinho, respeito, humanidade são valores essenciais que precisa existir dentro de uma sala de aula e fazer parte do planejamento de qualquer professor, pois isso consequentemente faz com que o aluno confie e se aproxime mais desse professor formando um laço de amizade entre ambos, favorecendo assim também no processo de ensino/aprendizagem.

Cintia Fraga Gonçalves

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS:

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto de Ensino Aprendizagem e Projeto Político Pedagógico. 7ª edição. São Paulo 2000. Editora Liberdad. 

 


RODRIGUES,Monise. A Importância do Planejamento Pedagógico. Disponível em:  petpedagogia.blogspot.com/.../a-importancia-do-planejamento-pedagogia 10/10/2014 15:00hs

APRENDIZAGEM

APRENDIZAGEM

           Aprendizagem é aquisição de conhecimentos e para que essa aquisição aconteça o professor tem um papel fundamental na vida do aluno, que é o da mediação, onde o professor precisa incentivar o aluno a pesquisar, a conhecer detalhadamente mais sobre o assunto que esta sendo ensinado.
 Segundo Freire,
“Nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador igualmente sujeito do processo”. (FREIRE, 1996, p. 26)


Toda pessoa desde que nasce aprende e usa diferentes formas de se expressar esse comunicar com o meio onde está inserido. Portanto quando a criança chega à escola o professor deve levar em consideração toda a aprendizagem que já está consolidada e integrar novos conhecimentos aos pré- existentes. Para tanto o educador deve desenvolver o ensino aprendizagem a partir do conhecimento da realidade do cotidiano do aluno e do entorno escolar para assim possibilitar a aprendizagem a partir de suas vivencias e que estejam mais próximos de sua realidade.
É necessário que professor acolha o aluno como ser humano capaz, oportunizando o desenvolvimento de aprender através da construção coletiva do conhecimento. Para tanto o educando precisa planejar respeitando as diferenças, seus conhecimentos prévios, sua diversidade cultural e em vez da rotina e da memorização buscar uma pratica integradora, onde o aluno aprende através da interação, do dialogo e da experiência para assim ampliar o aprendizado do aluno.
Para Coll, (1994):

[...] a ação educacional deve tratar de incidir sobre a atividade mental construtiva do aluno, criando as condições favoráveis para que os esquemas do conhecimento - e, em consequência, os significados associados aos mesmos - que inevitavelmente o aluno constrói no decurso de suas experiências sejam os mais concretos e ricos possíveis e se orientem na direção marcada pelas intenções que presidem e guiam a educação escolar. Numa perspectiva construtivista, a finalidade última da intervenção pedagógica é contribuir para que o aluno desenvolva a capacidade de realizar aprendizagens significativas por si mesmo numa ampla gama de situações e circunstâncias, que o aluno “aprenda a aprender” (COLL, 1994, p.137).

É importante trabalhar com o lúdico no contexto escolar como recurso pedagógico facilitador do desenvolvimento da aprendizagem discente. Dessa forma é essencial trabalhar com diversificadas atividades lúdicas e de maneira contextualizada e interdisciplinar e também com variados materiais lúdicos tais como jogos didáticos, dramatizações, música, dança passeios, desenhos, entre outros sempre com o objetivo de aprimorar a aprendizagem do aluno.

Maria Aparecida Santos
Denise Saldanha
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 1994.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. – Coleção Leitura

 


MATRIZ CURRICULAR

MATRIZ CURRICULAR
 Norteia o currículo da escola, considerando o processo de ensino aprendizagem de cada área do conhecimento, mostrando/indicando os objetivos a serem alcançados, os conteúdos que devemos trabalhar, conforme o ano escolar que o aluno está frequentando, lembrando que a mesma pode ser flexível. Ela auxilia na maneira de avaliar e quais as metodologias mais adequadas para a realidade de cada escola.
A matriz curricular deve ser trabalhada com temas geradores que objetivem o desenvolvimento integral da criança nos aspectos físicos, social, afetivo e cognitivo, dentro de um conteúdo lúdico, concreto.
As atividades terão um maior aproveitamento se existir um tema gerador e que sejam do interesse da criança, sendo desenvolvidas de forma desafiante, flexível e com a participação de todas.
Por isso trazemos aqui a importância dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), pois estes objetivam a estruturação e reestruturação dos currículos escolares, estabelecendo uma referência curricular, bem como apoiar a revisão e/ou elaboração da proposta curricular representando desse modo uma proposta do MEC para uma maior eficiência da Educação Escolar Brasileira, buscando que as crianças e jovens tenham acesso aos conhecimentos necessários para a integração na sociedade moderna como cidadãos conscientes, responsáveis e participantes.
Nessa perspectiva, as escolas que fazem referências explícitas aos PCNs terão mais chances de chances de fazer mudanças no sentido de tornar a educação mais interdisciplinar e adaptada às experiências dos alunos. Mesmo apresentando uma estrutura curricular completa, os Parâmetros Curriculares Nacionais são abertos e flexíveis, uma vez que, por sua natureza, exigem adaptações para a construção do currículo de uma Secretaria ou mesmo de uma escola.
Dessa forma, sabemos então que a Matriz Curricular deve ser situada dentro dos PCNs.

Gesuina Pereira Peters
Giselda Filipini da Silva
janine Vieira

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p.


domingo, 9 de novembro de 2014

ESCOLA PARCEIRA

ESCOLA PARCEIRA

Nosso curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância da UFPEL foi proposto para que a partir da centralidade da formação superior, partindo das experiências que pudemos ter na parceria com as escolas públicas e suas comunidades escolares, se enraizasse uma prática formativa que se distanciasse das teorias para que a investigação-ação, que é o princípio educativo do curso se efetivasse.  Em KIELING (2010):

“A parceria se faz necessária na medida em que familiariza o estudante com o ambiente escolar e seu entorno a partir do contato direto com os sujeitos que fazem e pensam a prática escolar, possibilitando a aproximação com a organização de estudos e reflexões sobre a pesquisa com as famílias dos aluno”.
 
Essa parceria é objetivada com a aproximação que nos foi proposta e obrigatória para que pudéssemos sistematizar nossos estudos. Foi também de nos aproximar do entorno dessa escola parceira escolhida por nós, para que aprendêssemos nas práticas e relações entre as situações construídas e firmadas por ela, discutir numa perspectiva teórico-metodológica o que aprendemos com a parceria e em quais referências discutidas no curso se sistematizavam, percebendo a realidade da comunidade do entorno podendo compreender de fato as situações que vivenciamos nessa escola parceira.
Nosso curso de formação traz consigo a importância dessas parcerias com as escolas públicas da nossa localidade para que partindo dessa prática de pesquisa, nós como estudantes pudéssemos refletir sobre nossas aprendizagens e conhecimentos acerca de uma prática que torna o nosso ensino aprendizagem possível através das mediações que os nossos tutores acompanhavam e ministravam em suas aulas, com seminários, trocas de experiências e vivências, todas relacionando a teoria lida em referências com a prática experienciada na escola parceira.
Nossas práticas de pesquisa e ação junto à escola parceira potencializaram nas articulações críticas e nas socializações sobre as trocas e vivências que podemos experienciar com elas, assim como nos estágios em gestão escolar, na educação infantil, EJA e no ensino fundamental.
Assim, nossa formação tornou-se muito mais centrada e concreta porque tivemos a oportunidade de experienciar vivências nas escolas parceiras sendo elas nosso objeto de estudo, ampliando nossa compreensão real da escola e exercendo práticas docentes que trouxeram para nós o fazer do professor.
                                             
 Ayehsa Pias
Sirlene Albigo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
                                  
KIELING, José Fernando.Org. et al. A Subjetividade do Lugar e dos professores na formação: o Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas. Editora e Gráfica Universitária, 2010. 256p.il color.


REALIDADE DOS SUJEITOS

A REALIDADE DO SUJEITO

A prática docente exige que o profissional se debruce sobre uma série de questões que perpassam o fazer pedagógico. O professor possui grande responsabilidade de atuar favoravelmente ao desenvolvimento social, na formação de cidadãos críticos, que tenham um olhar indagador sobre o mundo de que fazem parte e possam atuar nas transformações sociais de maneira democrática, com autonomia sem a qual não ocorre ensino e aprendizagem.
A pesquisa, o conhecimento da realidade do aluno, o respeito ao sujeito auxiliam como norteadores no trabalho do professor, que ao traçar suas estratégias de ensino precisa considerar a subjetividade do aluno, suas vivências e experiências de vida. Desde o momento em que nasce o sujeito está inserido num contexto social, cultural, econômico, histórico. Possui formas próprias de interagir com o mundo que o cerca. É a partir das relações que constrói experiências afetivas e reflexivas, se tornando capaz de construir significados singulares e coletivos. Na escola a criança estabelece novas relações cognitivas com o mundo partindo dos conhecimentos informais que possui sobre a realidade.
Lino de Macedo coloca que a investigação é uma ação inerente ao ato educativo. É preciso considerar o conhecimento que advém das ações cotidianas.


O professor deve ser um investigador. Investigador, porque comprometido com um conhecimento de técnicas pedagógicas, com um domínio de conteúdos escolares e com a experiência acumulada em seu trabalho docente. Além disso, porque deve considerar algo que não está nos livros, que ele não pode conhecer de antemão, uma vez que se trata do saber de seus alunos, das hipóteses, das relações que fazem, do sentido que o estudo e a escola têm para eles. (MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. 2 ed. São Paulo, Casa do Psicólogo, 1994, p. 60)


A tarefa pedagógica é questionar, problematizar levando ao aluno situações motivadoras que agucem sua curiosidade. A afetividade é um fator que impulsiona a atividade cognitiva, aumenta a autoestima do aluno e favorece a aprendizagem. O afeto, a confiança mútua e o respeito são as bases sobre as quais se constrói o conhecimento.
A Aprendizagem significativa é aquela que atende as necessidades das crianças e ocorre de maneira prazerosa, não de maneira imposta.
Segundo Paulo Freire a educação é um ato de ação e reflexão permanente possível ao homem como ser inacabado na busca da perfeição. Por esta razão o homem deve ser o sujeito da sua própria educação, que é um processo que se realiza do homem com o mundo vivenciado em constante transformação.

Não há docência sem discência, as duas se explicam sujeitos apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém. (Pedagogia da autonomia, p. 23).

Daniela Leão Vargas
 Marli Sousa Evangelho


Referências bibliográficas:

 Piaget - Coleção Os Pensadores, Jean Piaget, 296 págs., Ed. Abril Cultural 
Psicologia Educacional, David Ausubel, Joseph Novak e Helen Hanesian, 625 págs., Ed. Interamericana (edição esgotada) Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/conhecimento-previo-esquemas-acao-piaget-621931.shtml?page=3; Acesso em 15/10/2014 às 19h20.









GESTÃO ESCOLAR

GESTÃO ESCOLAR


A gestão escolar é muito ampla e contempla várias dimensões da escola entre elas estão à gestão dos recursos da escola, a área administrativa, financeira, pedagógica, de pessoal e funcionários e também o projeto político pedagógico da escola.
No entanto, de uma maneira geral a gestão escolar é delegada a apenas uma pessoa no caso o diretor e este compete todas as atividades da escola desde a administrativa a pedagógica. Sendo assim uma gestão centralizadora e hierárquica onde a tomada de decisões compete somente uma pessoa, nesse caso o diretor escolar.
Portanto, gestão educacional é uma dimensão muito complexa e principalmente decisiva numa escola, pois visando a qualificação da educação criou-se a gestão escolar para prestar contas à comunidade escolar, ao governo e também para fazer a mediação das leis e normas governamentais com a comunidade escolar.
 Numa gestão democrática procura-se descentralizar o poder dividindo-o entre os sujeitos pertencentes da comunidade escolar promovendo esta divisão de atribuições delegando poderes a um grupo de pessoas ao invés de apenas uma.
De acordo com Paro:

“Trata-se, portanto, das medidas que vêm sendo tomadas com a finalidade de promover a partilha do poder entre os dirigentes, professores, pais, funcionários, e de facilitar a participação de todos os envolvidos nas tomadas de decisões relativas ao exercício das funções da escola com vistas à realização de suas finalidades.” (Paro, 2007, p.1)

Ainda de acordo com Paro: “Outro importante mecanismo de democratização da gestão escolar é a eleição de diretores, o que leva em conta as necessidades e as particularidades da instituição.”
Numa gestão democrática os poderes são divididos entre coordenadores e diretores onde todos entram num consenso e trabalham em prol de objetivos comuns, buscando melhorias nos âmbitos necessários e estratégias para solucionar problemas. Essa partilha de poderes contribui para um dialogo entre os coordenadores, trabalho em grupo visando um bem maior que é o aluno e a educação como prática democrática.


Inês Trindade Brites
Angela Maria Ottes Coelho

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

KIELING, José Fernando Organizadores: A subjetividade do lugar e dos professores na formação: curso de Licenciatura em Pedagogia a distância UFPeL. Organizadores: José Fernando Kieling... Licenciatura em Pedagogia a distância UFPeL Pelotas: Editora e Gráfica Universitária, 2010. 256p.: Il color.

PARO, Vitor Henrique. A Educação, a política e a administração: reflexões sobre a prática do diretor de escola, Universidade de São Paulo. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.3, p. 763-778, set./dez. 2010.

ENTORNO

ENTORNO


Ao longo do curso, fomos aprimorando diferentes olhares, entre eles abordaram- se diversas questões presentes na pesquisa do entorno escolar com a intenção de organizar progressivamente os entendimentos da investigação. Para organizar a investigação do entorno, após firmar parceria com a escola, inicio- se primeiro a pesquisa com as famílias que compõe a comunidade escolar, ou seja, seu entorno, sendo efetivadas com as visitas, fortalecendo vínculos e conhecendo a realidade concreta daquela comunidade.
Esta investigação do entorno permitiu compreender a totalidade, iniciando um processo de reflexão sobre a forma com que a escola pode interagir com os conhecimentos concretos da localidade, sendo abordadas as diferentes estratégias utilizadas durante a investigação e a importância para essa parceria, sendo esta inserção através de vínculos com toda comunidade escolar, denominada parceria. Esta parceria com a escola permite também a parceria com o entorno escolar, sendo um ponto de partida para conhecer a escola, pessoas das diferentes localidades que interagem entre si. Conhecer o entorno da escola é saber como as pessoas vivem, realizam suas atividades, falam e expressam sua forma de viver.
A investigação do entorno busca através da parceria uma organização progressiva e o mapeamento dos entendimentos junto à escola, na tentativa de organizar o conhecimento, na perspectiva de entender o movimento das pessoas e sua realidade. A realidade da escola é uma realidade humana constituída pelas pessoas que a compõe e também pelas que interagem com a escola como pais, estudantes, professores, funcionários, fazendo parte também da comunidade escolar.
O curso de licenciatura em pedagogia é centrado na investigação da escola e seu entorno, integrada com a comunidade e com as pessoas que interagem com ela inseridas no processo de ensino e aprendizagem, integrando aos processos de aprendizagem experiências pessoais de seus alunos com a intenção de compreender o papel social da escola estabelecidas com as pessoas e grupos sociais ao qual operamos.
Esta proposta pedagógica é um ato coletivo, solidário, de trocas, no qual se ensina e se aprende, que envolve educadores e educandos e educandos e educandos, onde todos ensinam e todos aprendem, estando em constante movimento de busca da realidade social na vida das pessoas que a constituem, percebendo a vida através da fala e o mundo através da palavra. A pesquisa do entorno é um ato criativo e não algo pronto e acabado, que exige compreensão no envolvimento dos diferentes sujeitos, sendo um ato de conhecer o que acontece  com os sujeitos, sem julgamentos de certo ou errado, sendo preciso muito estudo e muita conversa para se chegar a algumas conclusões, respeitando os diferentes sujeitos.
O conhecimento a partir do local possibilita a compreensão de diferentes relações, onde a investigação do entorno da escola permite a valorização das relações locais, sociais e seus sujeitos como constituidores decisivos da realidade em sua diversidade e totalidade, levando a organizar o conhecimento do senso comum do entorno da escola entender o movimento próprio das pessoas e sua realidade.


Liliane Cargnin Sherer Lopes
  Sandra Lúcia G. Giuliani

Referências Bibliográficas:


KIELING, José Fernando.Org. et al. A Subjetividade do Lugar e dos professores na formação: o Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas. Editora e Gráfica Universitária, 2010. 256p.il color.

A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA / AÇÃO

PESQUISA / AÇÃO
                                                                                                                   

O Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFPEL desde o início propôs aos acadêmicos conhecer através da pesquisa a inter-relação entre escola pública e comunidade onde está inserida. A palavra “pesquisa” tem origem no latim com o verbo “perquirir”, que significa procurar, buscar, informar-se, inquirir, perguntar, indagar, aprofundar a busca. Conforme (Bagno, 2007): “A pesquisa faz parte do nosso dia a dia, fazemos pesquisa a todo instante”. Acreditamos que a pesquisa é uma forte aliada da aprendizagem, pressupõe o reconhecimento de todos os segmentos que a envolvem, como o ambiente escolar, o seu funcionamento, o seu público alvo, bem como as relações que se estabelecem. Tudo isso fundamentado em um diálogo aberto com as pessoas envolvidas na comunidade escolar bem como seu entorno, proporcionando um processo de interação entre pesquisador/pesquisado.
A partir da pesquisa da realidade o educador busca recursos para dar significado a sua ação, incorporando as vivências pessoais dos alunos. Pesquisando para conhecer o modo de vida das pessoas, buscando referências no seu cotidiano, na sua cultura, nos seus hábitos, nas suas convivências, enfim analisando o processo de vida das famílias que compõe o ambiente escolar, com o propósito de qualificar as ações e práticas pedagógicas. Conforme Rogéria “Pesquisar, assim, se relaciona com fazer docente antes, durante e depois dele, o que vai delineando os processos e caminhos necessários, vai ajustando a aproximação de outros referenciais e vai se tornando cada vez mais complexo”. Sendo assim a pesquisa é um processo contínuo e flexível, que agrega aos conhecimentos, ações pedagógicas concretas, enriquecendo o desenvolvimento da aprendizagem. Freire reforça que:

“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Estes que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a Novidade”. (1996, p.32)
        
Para Freire, “o educador deve respeitar os saberes dos educandos, adquiridos em sua história, estimulando-os a sua superação através do exercício da curiosidade que os instiga a imaginação, observação, questionamentos e elaboração de hipóteses”.
No início da nossa trajetória acadêmica um dos maiores desafios enfrentados, foi firmar parceria individualmente com alunos de escola pública, feito isso, iniciou-se as pesquisas nas residências dos alunos e com seus familiares, na comunidade em que vivem a sua trajetória até a escola, as dificuldades enfrentadas, o entorno escolar. Dando continuidade a pesquisa, partimos para conhecer a escola em sua totalidade, começamos pelos sujeitos envolvidos (funcionários, professores, direção, alunos), após a parte social, que engloba o envolvimento e participação dos sujeitos com a comunidade escolar (PPP, CPM, Gestão Escolar).
Entretanto, somos conscientes de que todas as categorias foram de suma importância para nossa formação acadêmica, mas a pesquisa proporcionou um maior entendimento de como a realidade do aluno é importante para concretizar a ação pedagógica durante a práxis docente.

                       
Deise Leão Vargas
Lucia Helena Lopes Stona


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA

SILVA, Rogéria Novo da. CHAVES, Priscila Monteiro.  GHIGGI, Gomercindo.  “FORMAÇÃO PERMANENTE: A PESQUISA COMO PRINCÍPIO ARTICULADOR DA PRÁTICA DOCENTE”. PPGE/FaE/UFPel, p,  06


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).

BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola o que é como se faz. 21 ed. São Paulo: Loyola, 2007.







CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA DA UFPEL

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA DA UFPEL


Segundo Professor Drº José Fernando kielling, o curso a distância é mediado pelos movimentos e retornos postados no AVEA, sendo uma espécie de dossiê individual de cada um e de todos os estudantes que estão sob sua responsabilidade. A avaliação é construída passo a passo ao longo de cada eixo temático, e de cada etapa do curso.
A capacitação (formação) do grupo acontece através dos encontros presenciais intensivos com trocas e debates nos chats e fóruns institucionais da equipe docente com isso o curso tem a finalidade na formação continuada dos professores venha a desenvolver a referência que os faça dar maior importância às vivências que lhe são familiares e as investigações que acompanham junto aos estudantes do polo e as pessoas das escolas parceiras.
O curso exige maior dedicação dos alunos, pois essa modalidade se aprende mais porque a teoria e a prática andam juntas através da pesquisa e investigação feita pela parceria com as escola públicas. Através dessa parceria se articulam as categorias as referências os indicativos da formação docente com isso ao final do curso se espera que o aluno consiga entender as possibilidades e contingências do processo de uma escola, contexto e suas relações necessárias com o entorno histórico, territorial e social.
FREIRE destaca que:

Como educador preciso ir ‘lendo’ cada vez melhor a leitura do mundo (grifo nosso) que os grupos populares com quem trabalho fazem de seu contexto imediato e do maior de que este é parte (...) não posso de maneira alguma, nas minhas relações político-pedagógicas com os grupos populares, desconsiderar seu saber de experiência feito. Sua explicação do mundo de que faz parte a compreensão de sua própria presença no mundo. E isso tudo vem explicitado ou sugerido ou escondido no que chamo de ‘leitura do mundo’ que precede sempre a ‘leitura da palavra’ (FREIRE, 1997: p.90)

Tornando-se um curso diferenciado, onde se trabalha a realidade e entorno do aluno e comunidade, fazendo a leitura do mundo.

Cleoni Nascente dos Santos
Eliani Medianeira Mendonça Cabral

Referências Bibliográficas:

KIELING, José Fernando.Org. et al. A Subjetividade do Lugar e dos professores na formação: o Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas. Editora e Gráfica Universitária, 2010. 256p.il color.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários a prática  educativa. SP: ed.Paz e Terra, 1996, 20ª edição.