PESQUISA / AÇÃO
O Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFPEL
desde o início propôs aos acadêmicos conhecer através da pesquisa a
inter-relação entre escola pública e comunidade onde está inserida. A palavra “pesquisa”
tem origem no latim com o verbo “perquirir”, que significa procurar, buscar,
informar-se, inquirir, perguntar, indagar, aprofundar a busca. Conforme (Bagno,
2007): “A pesquisa faz parte do nosso dia a dia, fazemos pesquisa a todo
instante”. Acreditamos que a pesquisa é uma forte aliada da aprendizagem,
pressupõe o reconhecimento de todos os segmentos que a envolvem, como o
ambiente escolar, o seu funcionamento, o seu público alvo, bem como as relações
que se estabelecem. Tudo isso fundamentado em um diálogo aberto com as pessoas
envolvidas na comunidade escolar bem como seu entorno, proporcionando um
processo de interação entre pesquisador/pesquisado.
A partir da pesquisa da realidade o educador busca
recursos para dar significado a sua ação, incorporando as vivências pessoais
dos alunos. Pesquisando para conhecer o modo de vida das pessoas, buscando referências
no seu cotidiano, na sua cultura, nos seus hábitos, nas suas convivências,
enfim analisando o processo de vida das famílias que compõe o ambiente escolar,
com o propósito de qualificar as ações e práticas pedagógicas. Conforme Rogéria
“Pesquisar, assim, se relaciona com fazer docente antes, durante e depois dele,
o que vai delineando os processos e caminhos necessários, vai ajustando a
aproximação de outros referenciais e vai se tornando cada vez mais complexo”. Sendo assim a pesquisa é um processo
contínuo e flexível, que agrega aos conhecimentos, ações pedagógicas concretas,
enriquecendo o desenvolvimento da aprendizagem. Freire reforça que:
“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Estes
que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo
buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e
me indago. Pesquiso para constatar constatando, intervenho, intervindo educo e
me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou
anunciar a Novidade”. (1996, p.32)
Para
Freire, “o educador deve respeitar os saberes dos educandos, adquiridos em sua
história, estimulando-os a sua superação através do exercício da curiosidade
que os instiga a imaginação, observação, questionamentos e elaboração de
hipóteses”.
No início da nossa trajetória acadêmica um
dos maiores desafios enfrentados, foi firmar parceria individualmente com
alunos de escola pública, feito isso, iniciou-se as pesquisas nas residências dos
alunos e com seus familiares, na comunidade em que vivem a sua trajetória até a
escola, as dificuldades enfrentadas, o entorno escolar. Dando continuidade a
pesquisa, partimos para conhecer a escola em sua totalidade, começamos pelos sujeitos
envolvidos (funcionários, professores, direção, alunos), após a parte social,
que engloba o envolvimento e participação dos sujeitos com a comunidade escolar
(PPP, CPM, Gestão Escolar).
Entretanto, somos conscientes de que todas as
categorias foram de suma importância para nossa formação acadêmica, mas a
pesquisa proporcionou um maior entendimento de como a realidade do aluno é
importante para concretizar a ação pedagógica durante a práxis docente.
Deise Leão Vargas
Lucia Helena Lopes Stona
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA
SILVA,
Rogéria Novo da. CHAVES, Priscila Monteiro.
GHIGGI, Gomercindo. “FORMAÇÃO PERMANENTE: A PESQUISA COMO
PRINCÍPIO ARTICULADOR DA PRÁTICA DOCENTE”. PPGE/FaE/UFPel, p, 06
http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/2676/578. Acesso dia 20/10/14 às 21h20m.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia:
saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).
BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola o que é
como se faz. 21 ed. São Paulo: Loyola, 2007.
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