segunda-feira, 10 de novembro de 2014

AVALIAÇÃO


AVALIAÇÃO

A observação diária é cumplice da avaliação, a percepção das dificuldades e potencialidades através do acompanhamento é fundamental,  provocar curiosidades em diferentes momentos, retomando o conteúdo sempre que necessário,  preocupando-se com a ideia mediar o conhecimento com qualidade e não com a preocupação com a quantidade de conteúdos.
Avaliação precisa ser  realizada diariamente para ver o grau de conhecimento e entendimento que se  encontra o aluno.
Pode ser classificatória e mediadora. A mediadora é a mais indicada por promover uma aprendizagem significativa, onde o diálogo é essencial para que haja um retorno satisfatório.
A avaliação que percebemos na maioria das escolas, muitas vezes é uma avaliação que classifica os alunos entre: os alunos “capazes”, que lhes servem de exemplo e os alunos “incapazes” que são os que causam exclusão,  portanto nesse momento que a aprendizagem consiste em valorizar o sujeito e sua realidade, é necessário a avaliação de diferentes formar e finalidades.
Segundo Freire (1976:42):
“A experiência nos ensina que nem todo óbvio é tão óbvio quanto parece”. Desse modo, a atitude indagadora diante dos resultados apresentados num processo avaliativo é condição indispensável para que a avaliação se realize a contento.

Não podemos estabelecer uma avaliação focada apenas no aluno, mas na totalidade do processo de ensino, avaliar o espaço escolar, a realidade, o sujeito, o entorno, para que através dessas conclusões possamos perceber se o que estamos ofertando é adequado, se é ou não necessário, procurar novos caminhos, novas formas de buscar esse entendimento, se esse aluno não está aprendendo, quais são os motivos, de que maneira vamos mudar essa realidade.
É necessário a compreensão que os sujeitos são únicos, portanto cada um possui a sua forma especifica de aprender, o tempo de aprendizado é diferente,  entendendo a dificuldade de aprendizado não é problema unicamente do aluno.
A avaliação diferentemente de um processo é um produto, pois não podemos diagnosticar que a nota de um aluno em determinada prova, trimestre, trará a conclusão do seu conhecimento , bem como não podemos entender que o aluno seja apenas o sujeito passível de avaliação, tirando com isso as suas possibilidades de vir-a-ser...
De acordo com Luckesi:

"A prática avaliativa deve ser capaz de ir além de avaliar a aprendizagem, mas entender o valor individual de cada aluno, propiciando o seu crescimento como indivíduo e como integrante de uma sociedade. E que acima de tudo, seja uma avaliação envolvida com uma prática pedagógica real, inovadora, não excludente e muito amorosa". (Luckesi, 1987)


Através desse pensamento podemos concluir que a AVALIAÇÃO durante nosso curso de Pedagogia foi norteado desde seu inicio por esse pensamento, do crescimento de cada individuo de uma forma inovadora, inclusiva, descobrindo sua forma de aprendizagem, produzindo seu conhecimento, sendo nossas tutoras mediadoras  e cada colega da turma  partes dessa conquista, compartilhando, trocando, aprendendo  a  cada comentário, sendo nossas avaliações esclarecedoras para nosso entendimento e evolução, respeitando as diferenças, nos trazendo o conhecimento necessário através da nossa auto avaliação e esforço, determinação, dedicação.

Ariadni Bitencourt Fonseca
Alizandra da Silva Danzmann

Bibliografia:

FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.


LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez, 1998

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