domingo, 9 de novembro de 2014

REALIDADE DOS SUJEITOS

A REALIDADE DO SUJEITO

A prática docente exige que o profissional se debruce sobre uma série de questões que perpassam o fazer pedagógico. O professor possui grande responsabilidade de atuar favoravelmente ao desenvolvimento social, na formação de cidadãos críticos, que tenham um olhar indagador sobre o mundo de que fazem parte e possam atuar nas transformações sociais de maneira democrática, com autonomia sem a qual não ocorre ensino e aprendizagem.
A pesquisa, o conhecimento da realidade do aluno, o respeito ao sujeito auxiliam como norteadores no trabalho do professor, que ao traçar suas estratégias de ensino precisa considerar a subjetividade do aluno, suas vivências e experiências de vida. Desde o momento em que nasce o sujeito está inserido num contexto social, cultural, econômico, histórico. Possui formas próprias de interagir com o mundo que o cerca. É a partir das relações que constrói experiências afetivas e reflexivas, se tornando capaz de construir significados singulares e coletivos. Na escola a criança estabelece novas relações cognitivas com o mundo partindo dos conhecimentos informais que possui sobre a realidade.
Lino de Macedo coloca que a investigação é uma ação inerente ao ato educativo. É preciso considerar o conhecimento que advém das ações cotidianas.


O professor deve ser um investigador. Investigador, porque comprometido com um conhecimento de técnicas pedagógicas, com um domínio de conteúdos escolares e com a experiência acumulada em seu trabalho docente. Além disso, porque deve considerar algo que não está nos livros, que ele não pode conhecer de antemão, uma vez que se trata do saber de seus alunos, das hipóteses, das relações que fazem, do sentido que o estudo e a escola têm para eles. (MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. 2 ed. São Paulo, Casa do Psicólogo, 1994, p. 60)


A tarefa pedagógica é questionar, problematizar levando ao aluno situações motivadoras que agucem sua curiosidade. A afetividade é um fator que impulsiona a atividade cognitiva, aumenta a autoestima do aluno e favorece a aprendizagem. O afeto, a confiança mútua e o respeito são as bases sobre as quais se constrói o conhecimento.
A Aprendizagem significativa é aquela que atende as necessidades das crianças e ocorre de maneira prazerosa, não de maneira imposta.
Segundo Paulo Freire a educação é um ato de ação e reflexão permanente possível ao homem como ser inacabado na busca da perfeição. Por esta razão o homem deve ser o sujeito da sua própria educação, que é um processo que se realiza do homem com o mundo vivenciado em constante transformação.

Não há docência sem discência, as duas se explicam sujeitos apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém. (Pedagogia da autonomia, p. 23).

Daniela Leão Vargas
 Marli Sousa Evangelho


Referências bibliográficas:

 Piaget - Coleção Os Pensadores, Jean Piaget, 296 págs., Ed. Abril Cultural 
Psicologia Educacional, David Ausubel, Joseph Novak e Helen Hanesian, 625 págs., Ed. Interamericana (edição esgotada) Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/conhecimento-previo-esquemas-acao-piaget-621931.shtml?page=3; Acesso em 15/10/2014 às 19h20.









Nenhum comentário:

Postar um comentário