A REALIDADE DO SUJEITO
A
prática docente exige que o profissional se debruce sobre uma série de questões
que perpassam o fazer pedagógico. O professor possui grande responsabilidade de
atuar favoravelmente ao desenvolvimento social, na formação de cidadãos
críticos, que tenham um olhar indagador sobre o mundo de que fazem parte e
possam atuar nas transformações sociais de maneira democrática, com autonomia
sem a qual não ocorre ensino e aprendizagem.
A
pesquisa, o conhecimento da realidade do aluno, o respeito ao sujeito auxiliam
como norteadores no trabalho do professor, que ao traçar suas estratégias de
ensino precisa considerar a subjetividade do aluno, suas vivências e experiências
de vida. Desde o momento em que nasce o sujeito está inserido num contexto
social, cultural, econômico, histórico. Possui formas próprias de interagir com
o mundo que o cerca. É a partir das relações que constrói experiências afetivas
e reflexivas, se tornando capaz de construir significados singulares e
coletivos. Na escola a criança estabelece novas relações cognitivas com o mundo
partindo dos conhecimentos informais que possui sobre a realidade.
Lino
de Macedo coloca que a investigação é uma ação inerente ao ato educativo. É
preciso considerar o conhecimento que advém das ações cotidianas.
O professor deve ser
um investigador. Investigador, porque comprometido com um conhecimento de técnicas
pedagógicas, com um domínio de conteúdos escolares e com a experiência
acumulada em seu trabalho docente. Além disso, porque deve considerar algo que
não está nos livros, que ele não pode conhecer de antemão, uma vez que se trata
do saber de seus alunos, das hipóteses, das relações que fazem, do sentido que
o estudo e a escola têm para eles. (MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. 2
ed. São Paulo, Casa do Psicólogo, 1994, p. 60)
A
tarefa
pedagógica é questionar, problematizar levando ao aluno situações motivadoras
que agucem sua curiosidade. A afetividade é um fator que impulsiona a atividade
cognitiva, aumenta a autoestima do aluno e favorece a aprendizagem. O afeto, a
confiança mútua e o respeito são as bases sobre as quais se constrói o conhecimento.
A Aprendizagem significativa é aquela que
atende as necessidades das crianças e ocorre de maneira prazerosa, não de
maneira imposta.
Segundo Paulo Freire a educação é um ato de
ação e reflexão permanente possível ao homem como ser inacabado na busca da
perfeição. Por esta razão o homem deve ser o sujeito da sua própria educação,
que é um processo que se realiza do homem com o mundo vivenciado em constante
transformação.
Não há docência sem discência, as
duas se explicam sujeitos apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem
à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem
aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém. (Pedagogia
da autonomia, p. 23).
Daniela
Leão Vargas
Marli Sousa Evangelho
Referências
bibliográficas:
Piaget - Coleção Os Pensadores, Jean Piaget, 296 págs., Ed. Abril
Cultural
Psicologia Educacional, David Ausubel, Joseph Novak e Helen Hanesian, 625 págs., Ed. Interamericana (edição esgotada) Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/conhecimento-previo-esquemas-acao-piaget-621931.shtml?page=3; Acesso em 15/10/2014 às 19h20.
Psicologia Educacional, David Ausubel, Joseph Novak e Helen Hanesian, 625 págs., Ed. Interamericana (edição esgotada) Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/conhecimento-previo-esquemas-acao-piaget-621931.shtml?page=3; Acesso em 15/10/2014 às 19h20.
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/407021;
Acesso em 14/10/2014.
http://www.faceten.edu.br/Importancia%20da%20afetividade%20na%20aprendizagem.pdf;
Acesso em 15/10/2014 às 21h.
Nenhum comentário:
Postar um comentário