segunda-feira, 10 de novembro de 2014

ENSINO


ENSINO...


No momento que estamos fazendo um retorno a tudo que observamos dentro de uma instituição de ensino se faz necessário uma reflexão da trajetória percorrida. Podemos colocar em foco o que percebemos no inicio na caminhada e o que hoje se mostra realmente relevante neste contexto.
A família não dá mais conta do educar e passa e este papel ao professor, hoje denominado também educador. Não vejo a escola como contra ou a favor deste papel e sim como mediadora, representada pelos sujeitos que a compõem.
A escola atual contribui para a construção de conhecimento  de uma geração que tem a informação ao alcance das mãos com o uso das novas tecnologias. Há alguns anos para se fazer uma pesquisa era preciso ficar horas lendo livros e fazendo pesquisas em bibliotecas, hoje com um clik vários links se abrem e oferecem um conhecimento pode ser acessível, mas nem sempre estimulante como nos fala Pimenta.

“Hoje vivemos o momento do desafio pela qualidade do ensino. Um dos objetivos da escola é formar o cidadão. Esta formação, passa pelo processo de letramento, do caçulo, da interpretação. Almeja-se uma escola que desenvolva uma prática que oportunize a apreensão dos conhecimentos. Aprender, isto é, apropriar-se dos conhecimentos trabalhados em sala de aula e utilizá-los na vida cotidiana, seja no trabalho ou em outros espaços em que estiver inserido.” (PIMENTA , 2008)


Acreditamos que o processo de ensino-aprendizagem e as necessidades de construir uma prática educativa que vise sempre à reflexão do aluno, que a partindo dos problemas levantados pelo professor os alunos sejam critico e possa assim chegar à construção do seu conhecimento diariamente dentro da sala de aula. No processo de construção do conhecimento, o grande valor pedagógico existente nos dias de hoje é interação humana entre professo-aluno e aluno-aluno, pois é por meio dela que o conhecimento vai construindo e se ampliando a cada dia como explica KOSIK 1985.

A realidade apresenta-se como um campo em que o homem exercita a sua atividade prático-sensível, sobre cujo fundamento surgirá a imediata intuição prática da realidade. No trato prático-utilitário com as coisas o indivíduo em situação cria sua própria representação das coisas e elabora todo um sistema correlativo de noções que capta e fixa o aspecto fenomênico da realidade. (KOSIK, 1985, p.10).

A escola e seus sujeitos, que estão sempre em movimento ,se completam ,sendo que um depende do outro para conseguir atender suas demandas. O reflexo dessa parceria pode modificar a vida em sociedade, daí a importância de se estar atento ao processo de aprendizagem.
São questões que foram sendo observadas e servirão para nossa futura pratica profissional. É preciso aliar formação e disposição de dar ao aluno liberdade para explorar seu ambiente de educação, esta abertura permite o acesso à informação e incentiva o bom aprendiz a buscar sempre novos meios de aprender.
E o bom aprendiz não é somente o aluno e sim o professor que se propõe aprender junto com o educando, respeitando o aluno e sua vivência, procurando conhecer sua realidade verdadeiramente, vai trazer um leque de possibilidades e experiências ricas e desafiadoras para este sujeito. Ensinar vai além de passar conhecimentos e sim é encorajar ao sujeito a expressar suas emoções e dar significado a suas ações e mais conhecer o que vamos ensinar, para motivar e incentivar a excelência da pratica pedagógica.
Deisi Marzari
Nize Laura Cabreira Siqueira de Oliveira


Referências Bibliográficas:
KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
PIMENTA, S. G. e LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Vozes, 2008.



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