ENSINO...
No momento que estamos fazendo um retorno a tudo que
observamos dentro de uma instituição de ensino se faz necessário uma reflexão
da trajetória percorrida. Podemos colocar em foco o que percebemos no inicio na
caminhada e o que hoje se mostra realmente relevante neste contexto.
A família não dá mais conta do educar e passa e este
papel ao professor, hoje denominado também educador. Não vejo a escola como
contra ou a favor deste papel e sim como mediadora, representada pelos sujeitos
que a compõem.
A escola atual contribui para a construção de
conhecimento de uma geração que tem a
informação ao alcance das mãos com o uso das novas tecnologias. Há alguns anos
para se fazer uma pesquisa era preciso ficar horas lendo livros e fazendo
pesquisas em bibliotecas, hoje com um clik vários links se abrem e oferecem um
conhecimento pode ser acessível, mas nem sempre estimulante como nos fala Pimenta.
“Hoje vivemos o momento do desafio pela qualidade do ensino. Um dos objetivos
da escola é formar o cidadão. Esta formação, passa pelo processo de letramento,
do caçulo, da interpretação. Almeja-se uma escola que desenvolva uma prática
que oportunize a apreensão dos conhecimentos. Aprender, isto é, apropriar-se
dos conhecimentos trabalhados em sala de aula e utilizá-los na vida cotidiana,
seja no trabalho ou em outros espaços em que estiver inserido.” (PIMENTA ,
2008)
Acreditamos que o processo de ensino-aprendizagem e as
necessidades de construir uma prática educativa que vise sempre à reflexão do
aluno, que a partindo dos problemas levantados pelo professor os alunos sejam
critico e possa assim chegar à construção do seu conhecimento diariamente
dentro da sala de aula. No processo de construção do conhecimento, o grande
valor pedagógico existente nos dias de hoje é interação humana entre
professo-aluno e aluno-aluno, pois é por meio dela que o conhecimento vai
construindo e se ampliando a cada dia como explica KOSIK 1985.
A realidade apresenta-se como um campo em que o homem
exercita a sua atividade prático-sensível,
sobre cujo fundamento surgirá a imediata intuição prática da realidade. No
trato prático-utilitário com as coisas o indivíduo em situação cria sua própria
representação das coisas e elabora todo um sistema correlativo de noções que
capta e fixa o aspecto fenomênico da realidade. (KOSIK, 1985, p.10).
A
escola e seus sujeitos, que estão sempre em movimento ,se completam ,sendo que
um depende do outro para conseguir atender suas demandas. O reflexo dessa
parceria pode modificar a vida em sociedade, daí a importância de se estar
atento ao processo de aprendizagem.
São
questões que foram sendo observadas e servirão para nossa futura pratica
profissional. É preciso aliar formação e disposição de dar ao aluno liberdade
para explorar seu ambiente de educação, esta abertura permite o acesso à
informação e incentiva o bom aprendiz a buscar sempre novos meios de aprender.
E
o bom aprendiz não é somente o aluno e sim o professor que se propõe aprender
junto com o educando, respeitando o aluno e sua vivência, procurando conhecer
sua realidade verdadeiramente, vai trazer um leque de possibilidades e experiências
ricas e desafiadoras para este sujeito. Ensinar vai além de passar conhecimentos
e sim é encorajar ao sujeito a expressar suas emoções e dar significado a suas
ações e mais conhecer o que vamos ensinar, para motivar e incentivar a excelência
da pratica pedagógica.
Deisi Marzari
Nize
Laura Cabreira Siqueira de Oliveira
Referências
Bibliográficas:
KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1985.
PIMENTA, S. G. e LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São
Paulo: Vozes, 2008.
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